A Polícia Civil encaminhou nesta sexta-feira o inquérito indiciando por incêndio o homem investigado por ter ateado fogo à casa da Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio que proferiu injúrias raciastas ao goleiro Aranha, do Santos. O delegado Tiago Baldin explicou que o fato de não haver ninguém na propriedade impediu a atribuição de um crime com pena maior a Elton Grais, de 28 anos.
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O policial também lamentou não ter tido acesso ao laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), que vai detalhar, por exemplo, a hora em que o fogo começou. O suspeito está detido desde a madrugada do sábado passado. Inicialmente, Grais foi levado ao Presídio Central, mas acabou sendo transferido durante a semana para o complexo prisional de Charqueadas.
Grais já tinha antecedentes criminais e teve a prisão preventiva decretada. O jovem, que se disse eletricista, confessou o crime na presença de um advogado revelando que “se sentiu com nojo e ofendido” com o que Patrícia Moreira disse durante a partida entre Grêmio e Santos. A jovem aparece, nas câmeras do estádio, chamando o goleiro santista de ‘macaco’. O suspeito, vizinho da torcedora, também reconheceu ter cometido o crime embriagado. O princípio de incêndio ocorreu na madrugada da sexta-feira passada.