Polícia

Inquérito conclui que policiais mataram menino Juan no Rio

Investigação aponta que não houve confronto com traficantes

A investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, que apura a morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos, concluiu que não houve confronto entre os policiais militares (PMs) envolvidos na ação e traficantes, conforme alegavam os suspeitos. De acordo com o delegado Ricardo Barbosa os tiros que mataram Juan foram disparados por PMs. "A conclusão que nós temos é de que Juan foi baleado por armas de fogo de policiais militares", disse o delegado.

Segundo a polícia, dois PMs, dos quatro que participaram da operação, atiraram na cena do crime. Os quatro PMs foram indiciados por dois homicídios qualificados (de Juan e de Igor de Souza Afonso, suspeito de ser traficante), duas tentativas de homicídio (de Wesley de Moraes, irmão de Juan, e de Wanderson dos Santos de Assis, amigo das vítimas) e ocultação de cadáver (de Juan).

O delegado Ricardo Barbosa, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, reiterou que a criança morreu em decorrência de um tiro no pescoço, com base em depoimentos de testemunhas, já que o laudo não constatou a causa da morte. As informações são do Portal R7.

A perícia apontou que, das cinco cápsulas encontradas no local, quatro partiram do fuzil de um cabo da PM. A polícia apreendeu dez fuzis do Batalhão de Mesquita para checar de a quinta cápsula partiu de uma dessas armas. A Justiça analisa pedido de prisão feito pelo Ministério Público do Rio dos quatro PMs. A decisão deve sair ainda nesta quarta-feira.


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