Polícia

Integrantes do MST são condenados a 15 anos de prisão por homicídio

Homem foi assassinado em Jóia em 2001

A Justiça condenou os réus Valdecir de Oliveira, José Cenci e Antônio Cosserin de Oliveira a 15 anos de prisão em regime fechado pela morte de Pedro Milton da Luz Pedroso, na cidade de Jóia, no Noroeste gaúcho, em setembro de 2001. O julgamento terminou pouco antes das 23h na 2ª Vara do Juri de Porto Alegre. Segundo o Ministério Público (MP), a vítima comprou uma área de terra que era pleiteada pelo trio como parte de um processo de reforma agrária.

A defesa ainda pode recorrrer da decisão. Por isso, o magistrado definiu que os três podem responder em liberdade. Os condenados foram liberados e continuam respondendo ao processo. O MP ainda não foi informado sobre um possível recurso, mas crê que isso vá acontecer.

A primeira sessão estava marcada para o início do ano em Augusto Pestana. A Justiça, porém, entendeu que parte dos jurados foi constrangida pelos três. Com isso, o júri foi transferido para Porto Alegre. A acusação foi sustentada pelo promotor Júlio Mello. O julgamento foi presidido pelo juiz Felipe Keunecke.

Pedroso foi morto com um tiro de espingarda na frente da mulher e de um filho de 12 anos. Conforme relatos à polícia, os matadores integrariam um "grupo de disciplina" do MST. O homicídio ocorreu quando os colonos tentavam expulsar cinco famílias sem vínculos com o movimento, que compraram lotes em assentamentos do MST em Jóia.



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