A Polícia Civil trabalhou durante a madrugada deste sábado com a hipótese que o médico Eliseu Santos, secretário de Saúde Porto Alegre, foi morto numa tentativa de assalto. De acordo com o delegado Bolivar Llantada, da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, as investigações iniciais apontam que Santos teria reagido à ação dos criminosos. "Há indicativo de que a vítima tivesse efetuado tiros de defesa", argumentou delegado. No entanto, a possibilidade do crime ter sido uma execução não está descartada devido à série de ameaças que Eliseu Santos vinha sofrendo nos últimos tempos, conforme registrado em ocorrências policiais que também serão analisadas na investigação.
Segundo o Bolívar Llantada, a execução tem características diferentes do crime da noite passada, em especial o agrupamento de tiros em um mesmo local do corpo, como aconteceu com a morte do ex-presidente do Cremers Marco Antônio Becker, também no bairro Floresta, em dezembro de 2008. No caso de Eliseu Santos, um tiro foi no tórax, outro na perna direita e um terceiro que passaria por sobre a cabeça da vítima. No local, os policiais encontraram sete estojos de balas de calibre .380 e um projétil calibre 38, além da arma da vítima. O rastro de sangue deixado por um dos criminosos feridos só foi constatado horas depois de feita a perícia no local. Os policiais tiveram de isolar uma região extensa da rua Hoffmann. A avenida Cristóvão Colombo, também ficou a madrugada de sábado parcialmente interditada.
O titular da Delegacia de Homicídios disse que o trabalho, agora, será montar o quebra-cabeças, a partir das informações colhidas desde do início. Câmeras de vídeo de estabelecimentos comerciais da região serão requisitadas, em especial de uma loja que fica na Cristóvão Colombo, direcionada para o ponto onde correu o criminoso ferido. Sete pessoas prestaram depoimentos durante a madrugada. Entre elas um jovem de 26 anos, morador do bairro, que presenciou os dois homens correndo pela Hoffmann em direção à Cristóvão Colombo.
A Polícia também lançou um alerta entre hospitais da região metropolitana, locais onde provavelmente o suspeito ferido pudesse ser medicado.
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