Trinta viaturas e dois sistemas de impressões digitais foram entregues ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) nesta quinta-feira, em Porto Alegre. As aquisições serão destinadas a Bagé, Caxias do Sul, Erechim, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento e Santo Ângelo, além da Capital. O investimento é superior a R$ 12,1 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP)
Foram adquiridas dez caminhonetes Toyota Hilux CD e outas 20 do tipo SW4, avaliadas em R$ 2,9 milhões e R$ 7,4 milhões, respectivamente. Outra parte da compra, sendo dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais da marca ForenScope, somam mais de R$ 1,7 milhões.
O titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Mário Ikeda, destacou o trabalho que o diretor-geral do IGP, Paulo Barragan, desempenha à frente da instituição. Também disse que a perícia é peça-chave em resolução de inquéritos e responsabilização de criminosos.
"Barragan tem sido exemplar no comando do IGP. Sabendo de antemão o investimento que vai receber, ele administra com responsabilidade os recursos disponíveis, dando liberdade ao trabalho das equipes ao mesmo tempo em que também planeja as próximas aquisições. A perícia é a base de embasamento técnico dos indiciamentos, pois fornece provas irrefutáveis. As novas viaturas e equipamentos vão qualificar ainda mais a entrega desse serviço”, afirmou Mário Ikeda.
De acordo com Paulo Barragan, os sistemas de impressões digitais permitem registrar vestígios com maior definição, além de realizar varreduras capazes de identificar onde estão fragmentos, mesmo quando encobertos por poeira ou não perceptíveis a olho nu em cenas de crime. “É uma tecnologia que aumenta a capacidade de encontrar vestígios, impactando diretamente a preservação da prova pericial”, explicou o diretor do IGP.
Ao contrário do método manual tradicional, esse sistema elimina a necessidade de aplicação de pós e reagentes reveladores, que podem gerar resíduos e gases tóxicos. Somado a isso, além da economia de insumos e da maior proteção aos servidores, oferece ganho expressivo de resolução, permitindo a captura de fragmentos com nível de detalhamento superior ao da versão anterior. A automatização das lentes também torna o processo mais ágil e preciso.
Os arquivos digitais são transferidos aos servidores do IGP e inseridos no Automated Fingerprint Identification System (Afis), ampliando a identificação em bancos de dados. O IGP conta com a possibilidade de submissão desses fragmentos em três bancos: Software Afis Best RS, com 11 milhões de gaúchos cadastrados; Software Best TSE, com 142 milhões de cadastros e Software Finger Expert da Polícia Federal, com 50 milhões de registros.
Os dois equipamentos estão à disposição do laboratório de papiloscopia e da equipe de papiloscopistas da Seção de Revelação de Latentes, que já passou por treinamento técnico específico. Os dispositivos já foram utilizados em campo.
Vale destacar ainda que o IGP já dispunha de um equipamento da mesma marca, adquirido em 2024, com resolução 4K. O novo modelo opera com o dobro da capacidade, 8K, representando mais qualidade de imagem e automatização das lentes.