A Polícia Civil apura nomes de suspeitos de envolvimento na execução da adolescente de 17 anos, baleada e arrastada por um veículo na noite dessa terça-feira passada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. O titular da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ªDPHPP), delegado Adriano Melgaço, revelou na manhã desta quinta-feira que as investigações estão bem avançadas. “Já temos uma ideia do que seja a motivação do crime”, afirmou, mas sem entrar em detalhes para não prejudicar o trabalho investigativo. Diligências e depoimentos estão sendo realizados. Os laudos periciais também são aguardados.
A vítima morreu atingida por mais de 15 tiros e teve o corpo arrastado por um veículo a partir da esquina da travessa Pesqueiro com a rua Barão do Gravataí. O carro parou somente na esquina da rua Barão do Gravataí com a rua Múcio Teixeira. Imagens da câmera de monitoramento de um prédio na área, analisadas pelos agentes, esclareceram como a vítima foi arrastada pelo carro. Pelo menos dois indivíduos participaram do crime. O delegado Adriano Melgaço ainda não obteve a certeza de que o veículo seja efetivamente um Gol.
Após os disparos contra a jovem, os criminosos entraram no carro e efetuaram uma manobra em marcha ré, passando por cima do corpo que ficou enganchado no automóvel e acabou sendo arrastado por cerca de 100 metros. Para o delegado Adriano Melgaço, o atropelamento da vítima, mesmo depois de ter sido baleada, foi um ato intencional dos assassinos. Ele confirmou ainda que as armas empregadas na execução da vítima teriam sido pistolas de calibres 380 e 9 milímetros, conforme cartuchos recolhidos no local do crime.
Na quarta-feira, o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, delegado Paulo Rogério Grillo, havia declarado que o modo de vida da adolescente poderia ser a pista sobre os autores do assassinato, assinalando que a vítima tinha envolvimento com drogas e pequenos crimes, como furtos, além de conviver com criminosos. “Infelizmente, ela tinha uma vida desregrada e uma condição social precária e desfavorável, sem trabalho e estudo”, resumiu, observando que a jovem não tinha os pais. “As investigações partem das circunstâncias do que ela fazia”, complementou na ocasião.
“Já temos ideia da motivação”, diz delegado sobre jovem arrastada por carro no Menino Deus
Crime ocorreu na noite da última terça-feira em Porto Alegre