Polícia

Jornalista é executado com seis tiros no Mato Grosso do Sul

Dupla não identificada efetuou 12 disparos contra a vítima, na fronteira com o Paraguai

O jornalista Paulo Roberto Rodrigues Cardoso, de 51 anos, foi assassinado no início da madrugada desta segunda-feira, em Ponta Porã (MS), na divisa com o Paraguai. Dois homens não identificados dispararam 12 tiros com armas de calibre 9 milímetros contra a vítima e fugiram em uma motocicleta. Seis projeteis acertaram o profissional que morreu por volta de 5h, em um hospital da cidade situada a 320 quilômetros de Campo Grande, separada do Paraguai pela Avenida Brasil, onde aconteceu o homicídio.

Cardoso deixa dois filhos e esposa. Ele trabalhava há 30 anos no Jornal da Praça, diário de Ponta Porã e era diretor de redação do site de notícias Mercosul News. Segundo o delegado Clemir Vieira Júnior que está investigando o caso, o crime pode ter sido executado por pistoleiros contratados. A ex-mulher do jornalista, Nilda Cardoso, 49 anos, disse que ele não comentava nada sobre trabalho em casa. "Eu desconheço qualquer ameaça ou desavença que poderia criar uma situação dessa".

A Polícia Civil não recebeu qualquer queixa de ameaças por parte de Cardoso e informou não existir antecedentes policiais que poderiam envolve-lo, direta ou indiretamente em atividades ilegais. Imagens das câmeras instaladas na Avenida Brasil estão sendo analisadas e colegas da imprensa local ouvidos sobre o assunto na Delegacia Central de Polícia Civil de Ponta Porã.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) enviou nota, assinada pelo presidente da entidade Celso Schroder, ao sindicato da categoria na Grande Dourados, com jurisdição em Ponta Porã, lamentando o fato e solicitando providências urgentes no esclarecimento de mais "uma ocorrência de extrema violência contra os profissionais da imprensa brasileira". A nota acrescenta que Cardoso era bom profissional, respeitado na região e amava a profissão.


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