Polícia

Jovem encontrada morta em açude é sepultada em Pantano Grande

Polícia Civil prendeu cunhado da adolescente, que tinha 14 anos

Por Otto Tesche

A Polícia Civil de Pantano Grande aguarda o laudo da necropsia para apontar a causa da morte da estudante Mariana Andrade Lopes, de 14 anos, enterrada às 18h deste domingo no Cemitério Municipal após ser encontrada morta no final da tarde de sábado. O cunhado da menina, um jovem de 25 anos, foi preso de forma temporária, enquanto os investigadores esclarecem o que teria motivado o óbito. Ele confessou aos policiais que jogou o corpo de Mariana em um açude, no interior do município, na noite de sexta-feira.

O caso chegou à polícia na madrugada de sábado como um possível sequestro. O jovem pediu socorro em uma propriedade rural, em Capão da Fonte, no interior de Pantano Grande. Ao agricultor que o socorreu ele contou que teria sido sequestrado junto com sua cunhada, por volta das 18h. O jovem entrou em contato com um familiar e depois procurou a Brigada Militar. Aos policiais, ele relatou que a adolescente teria sido sequestrada junto com ele. Disse ainda que depois de terem rodado durante horas com os dois criminosos, ele teria sido abandonado no interior do município e que Mariana tinha sido levada pela dupla.

Os policias se deslocaram até a localidade, onde foi encontrado o carro do jovem, um Gol. O veículo estava dentro de uma propriedade, em uma área alagadiça. O notebook da garota foi encontrado dentro do carro. Ele afirmou que os criminosos teriam lhe roubado R$ 100 e uma aliança de ouro. O cunhado passou a ser ouvido pela Polícia Civil e, ao longo do dia, confessou que o sequestro não havia ocorrido. Ele mudou sua versão sobre o que teria acontecido com Mariana.

Mudança de versão

O jovem contou que somente ele e a adolescente teriam ido até a localidade onde ela foi encontrada morta. O cunhado afirmou que no local a garota teria passado mal e que, por isso, ele teria decidido jogar o corpo dela dentro de um açude. Foi ele quem indicou aos policiais o local onde estava o corpo. Ele negou que tenha cometido algum tipo de violência contra a menina. No entanto, a polícia aguarda o resultado da necropsia para descobrir o que causou a morte.

Após a localização do corpo, o delegado Felipe Cano, que atendeu a ocorrência, encaminhou à Justiça um pedido de prisão temporária. Durante a madrugada deste domingo, o judiciário deferiu a prisão e o jovem foi encaminhado ao Presídio Estadual de Rio Pardo.

Conforme o delegado Anderson Faturi, titular da Delegacia de Polícia de Pantano Grande, familiares e amigos da garota serão ouvidos nos próximos dias para elucidar como era o relacionamento dela com o cunhado. A polícia aguarda o resultado da necropsia para saber o que provocou a morte da adolescente. O veículo do jovem também deverá ser encaminhado para análise pericial.

“Ela era como uma filha para mim”

A morte da adolescente consternou o município de Pantano Grande. A garota estudava na nona série da Escola Sotero Herminio Frantz e residia com a mãe e os avós, também no bairro Frantz. “Ela era como uma filha para mim. Não tem como acreditar que isso pode ter acontecido”, contou, abalado, o vizinho Sílvio Gonçalves da Silveira, de 69 anos, que auxiliou nas buscas pela adolescente.

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