Polícia

Jovem morto em assalto a ônibus nunca praticou artes marciais, diz pai

Rapaz de 21 anos tinha 40% da capacidade auditiva

A família do jovem Jonas Schmitt de Labernarde, 21 anos, assassinado durante assalto dentro de um ônibus que fazia a linha Porto Alegre-Viamão, quer justiça e prisão dos responsáveis pelo crime. “Perdi mais que um filho”, desabafou nesta quarta-feira o pai, Jairo Antônio de Labernarde, 41 anos, após o sepultamento ocorrido em Viamão. Ele esclareceu que o filho nunca praticou artes marciais e não teria reagido quando quatro assaltantes realizaram um “arrastão” no interior do coletivo, recolhendo os pertences dos passageiros. De acordo com o pai, o filho tinha deficiência auditiva e escutava apenas em torno de 40% da capacidade. “Ele deve ter se assustado e não percebeu o que estava acontecendo”, imaginou, acrescentando que o susto teria ocorrido quando os ladrões pegaram a mochila dele. Um dos bandidos, observou, mandou então atirar no jovem.

O pai contou que o filho trabalhava em um escritório de cobrança e estava estudando em um curso de informática em Porto Alegre. O assalto no ônibus ocorreu quando o jovem retornava para casa em Viamão. “Ele ajudava muito em casa, inclusive o irmão de 17 anos”, recordou, ressaltando que a legislação penal branda fará com que os criminosos retornem logo às ruas. “Está muito difícil, a violência é muito grande”, lamentou.

Os criminosos desembarcaram do ônibus nas imediações da esquina da avenida Bento Gonçalves com a rua Dolores Duran, na entrada da vila Esmeralda (antiga vila Tamanca), quase no limite com Viamão, onde fugiram em um Fiat Uno.