Polícia

Jovem que inventou estupro passará por avaliação psiquiátrica

Inquérito foi concluído com indiciamento por falsa comunicação de crime, com pena de um até seis meses

Pena por falsa comunicação de crime poderá ser cumprida durante tratamento psiquiátrico
Pena por falsa comunicação de crime poderá ser cumprida durante tratamento psiquiátrico Foto : Bibiana Borba / Rádio Guaíba / Especial / CP
A jovem de 19 anos que admitiu ter denunciado um falso caso de estupro, em Porto Alegre, passará por avaliação profissional para confirmação de um provável transtorno psiquiátrico. A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital, Tatiana Bastos, ressaltou que a menina pode não ter agido de má-fé, e sim em decorrência de confusão mental. O inquérito foi concluído com indiciamento por falsa comunicação de crime, com pena de um até seis meses de detenção que poderá ser cumprida durante internação para tratamento.

Tatiana Bastos citou declarações de familiares e conhecidos da jovem sobre um histórico de alucinações e alegações anteriores de que se sentia perseguida. Os depoimentos ocorreram durante as três semanas de investigação e já levavam a polícia a desconfiar da veracidade da denúncia. 

Por isso, a delegada tem o cuidado de reforçar que o caso é uma exceção, já que a maior parte das denúncias é comprovada através de investigações.

”É uma exceção, um caso bastante atípico dentro da nossa delegacia especializada. Mulheres são abusadas e estupradas todos os dias no Rio Grande do Sul. Isso não pode, de forma alguma, desqualificar o relato dessas mulheres e desestimular as denúncias. Esse é um papel de toda a sociedade: denunciar. O silêncio é um cúmplice de toda violência. Neste caso, chegamos a esse desfecho surpreendente, mas em muitos outros, pode ser que tenham sofrido e, provavelmente, essas vítimas (que prestam denúncia) sofreram abuso”, ponderou.