Quatro jovens que participaram da manifestação realizada na semana passada, em Porto Alegre, e alegam ter sido vítimas de agressão por parte de policiais que atuavam para conter a mobilização, detalharam nesta terça-feira os momentos desde o início até o final do protesto, na delegacia. O depoimento foi organizado pela Rede Estadual de Sistemas de Justiça e Direitos Humanos e realizado na Ajuris, em Porto Alegre.
s jovens, de 20 até 25 anos – três estudantes e uma artista visual – apontaram que os policiais fizeram “uma violência desproporcional contra meninas que não ofereciam perigo a eles”, conforme afirmou uma delas. Elas denunciaram a violência por meio de fotos, que mostram diversos policiais contendo as jovens e ilustram hematomas pelo corpo. Os ferimentos foram justificados como sendo resultado das bombas de gás jogadas pelo efetivo, golpes de cassetete e uso da força para algemá-las ou contê-las ao chão.
Os advogados do grupo destacaram que vão atuar em defesa das acusações de que elas foram violentas e vão atuar em representações legais. O tratamento na delegacia também foi apontado como abusivo por elas e seus representantes.
Cada uma ressaltou que esteve presente na mobilização por motivos como a situação política em que o país enfrenta, contra o Estado, a homofobia, racismo e a favor da democracia.
O governo do Estado, que já divulgou nota sobre o assunto, disse que não iria se manifestar novamente.
Jovens alegam ter sofrido violência em protesto na Capital
Mulheres prestaram depoimento sobre atuação de policiais em manifestação semana passada