Polícia

Juíza registra reclamações de presos da Cadeia Pública de Porto Alegre

Magistrada da Vara de Execuções Penais realizou inspeção no local, nesta quarta-feira

Chuva que caiu em Porto Alegre na terça-feira inviabilizou a inspeção na Cadeia Pública
Chuva que caiu em Porto Alegre na terça-feira inviabilizou a inspeção na Cadeia Pública Foto : Ricardo Giusti
A juíza da Vara de Execuções Criminais (VEC), Sonáli da Cruz Zluhan, realizou mais uma inspeção de rotina na tarde desta quarta-feira, na Cadeia Pública de Porto Alegre. De acordo com ela, é dever de ofício fazer a fiscalização. Segundo a magistrada, a reclamação dos detidos nos Centros de Triagem (CTs) 1 e 2 é a mesma: “Eles dizem que não têm material de higiene, a comida é estragada, azeda, não conseguem ter contato com a família e estão com a roupa do corpo desde que foram presos”, expressou.

Sonáli contou que há pessoas nos centros há três meses. “A incumbência de resolver essa situação é do Executivo, porém as prisões continuam e a falta de vagas persiste”, disse. Conforme o diretor da Cadeia Pública de Porto Alegre, tenente-coronel Marcelo Gayer Barboza, o CT 1 está com 96 detentos, tendo capacidade para 93 e, o 2, abriga 111, com espaço para 112. “Todas as unidades têm oito por cela.”
A vistoria estava programada para a terça-feira, contudo não foi realizada devido a chuva. As galerias ficaram alagadas e a energia elétrica precisou ser desligada para evitar riscos. Vídeos foram divulgados pela própria juíza para mostrar a situação interna. Além disso, imagens com ratos no interior da cadeia também foram mostradas.

O diretor explicou que foram 45 minutos de chuva intensa e o sistema pluvial de todo o entorno recebeu uma grande vazão de água. “Com essa enxurrada inundou os dutos, tanto que os ratos surgiram de lá. Temos sistemas de repelentes e estamos pedindo para repetir todo o procedimento feito na semana passada”, destacou.

Nesta quarta-feira, os presos conversaram com os visitantes. “Uma das queixas é que aqueles que estão no CT não têm direito a visita, porém, damos toda a assistência necessária – médica, alimentação acompanhada por nutricionista, celas com kit de higiene e banheiro”, relatou.