Polícia

Julgamento de Cafuringa é adiado devido à ausência de advogada

Homem é acusado pelo assassinato de um agente penitenciário em 2005

O principal acusado pelo assassinado de um agente penitenciário, ocorrido em 2005, não teve como ser julgado nesta quinta-feira, no Foro de Montenegro. Apesar do aparato de segurança montado no Vale do Caí, o assaltante de bancos conhecido como Cafuringa retornou à Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), pois sua defesa não compareceu ao julgamento. Ele deve voltar ao banco dos réus em 24 de abril.

Cafuringa trocou de advogada uma semana antes do júri, mas a jurista não compareceu ao julgamento. Ela foi multada e a defesa do réu foi repassada para a Defensoria Pública, conforme determinou o juiz. Assim como Cafuringa, outros três acusados devem ser julgados em outra data, já que foram desmembrados do processo. Assim, só três dos sete réus foram ouvidos em júri popular. Um dos oito acusados pelo crime foi assassinado antes de ser julgado.

O grupo responde pelo homicídio do agente penitenciário Jair Fiorin. Ele foi morto a tiros durante um confronto entre agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e criminosos, que terminou com o resgate de Cafuringa, em 2005, ano em que cumpria pena na Penitenciária Modulada de Montenegro. O assaltante foi preso pela Polícia Civil, em agosto de 2012, em Cachoeirinha, na região Metropolitana. Ele era investigado por agentes de outros Estados e até do exterior por assaltos a estabelecimentos bancários - inclusive com uso de explosivos – e carros-fortes.

Revoltados com a morte do agente penitenciário, um ônibus foi locado pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul (Amapergs/Sindicato), para que 30 servidores da Susepe viajassem para Montenegro para acompanhar o julgamento. A entidade espera a posição da Justiça para se manifestar, mas se mostra confiante em uma possível condenação.

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