Cafuringa trocou de advogada uma semana antes do júri, mas a jurista não compareceu ao julgamento. Ela foi multada e a defesa do réu foi repassada para a Defensoria Pública, conforme determinou o juiz. Assim como Cafuringa, outros três acusados devem ser julgados em outra data, já que foram desmembrados do processo. Assim, só três dos sete réus foram ouvidos em júri popular. Um dos oito acusados pelo crime foi assassinado antes de ser julgado.
O grupo responde pelo homicídio do agente penitenciário Jair Fiorin. Ele foi morto a tiros durante um confronto entre agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e criminosos, que terminou com o resgate de Cafuringa, em 2005, ano em que cumpria pena na Penitenciária Modulada de Montenegro. O assaltante foi preso pela Polícia Civil, em agosto de 2012, em Cachoeirinha, na região Metropolitana. Ele era investigado por agentes de outros Estados e até do exterior por assaltos a estabelecimentos bancários - inclusive com uso de explosivos – e carros-fortes.
Revoltados com a morte do agente penitenciário, um ônibus foi locado pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul (Amapergs/Sindicato), para que 30 servidores da Susepe viajassem para Montenegro para acompanhar o julgamento. A entidade espera a posição da Justiça para se manifestar, mas se mostra confiante em uma possível condenação.