Na segunda-feira, primeiro dia do julgamento, Carla foi expulsa do plenário após interromper o depoimento do delegado da Polícia Civil Marco Antonio Olivato, uma das testemunhas do caso. No segundo dia de júri, Carla negou a autoria do crime e chegou a apontar um assessor de Ubiratan, que também já morreu, como o autor do assassinato.
Segundo ela, o coronel foi morto depois que Carla deixou o apartamento dele há seis anos, no dia 9 de setembro. A ré afirmou ter deixado o apartamento de Ubiratan no dia do crime porque ele havia bebido e estava deitado na cama, dormindo. Nos últimos seis anos, a advogada tem afirmado inocência e relatado que a morte de Ubiratan teve motivações políticas. Carla enfatizou durante as cinco horas de interrogatório que o coronel foi morto por envolvimento em um esquema de arrecadação de dinheiro de campanha. Ela não especificou, porém, qual político ou partido seria beneficiado.
Ubiratan ficou conhecido por ter comandado a invasão do Carandiru em 1992, que provocou 111 mortes no Pavilhão 9. Em 2001, ele foi condenado a 632 anos de prisão por comandar o massacre. Em 2006, mesmo ano de sua morte, foi absolvido pela Justiça após recorrer. Ubiratan é o único condenado pelo massacre.