Polícia

Justiça autoriza transferência de Bruno e Macarrão para Minas Gerais

Grupo também pretendia matar filho de Eliza, um bebê de quatro meses<br />

Justiça autoriza transferência de Bruno e Macarrão para Minas Gerais
Justiça autoriza transferência de Bruno e Macarrão para Minas Gerais Foto : Fernando Soutello / AE / CP
A Justiça autorizou a transferência do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, para Minas Gerais, conforme já era esperado desde a manhã. Os dois estavam no presídio Bangu 2, no Complexo Penitenciário de Gericinó, desde o início da tarde desta quinta-feira. Eles devem ser conduzidos ainda durante esta noite para a Delegacia de Homicídios de Contagem, que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio, e, depois, para uma carceragem da Polícia Civil ou casa de custódia.

Confira toda a cobertura do caso Bruno

Os dois se entregaram à polícia na quarta-feira. O goleiro e Macarrão passaram a noite na carceragem da Divisão de Homicídios da capital fluminense, na Barra da Tijuca. O acusado de ter matado a jovem, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, dono da moradia, já é considerado foragido.

Grupo pretendia matar bebê de Eliza

Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (Dihpp) de Minas Gerais, Edson Moreira, o grupo envolvido na suposta morte de Eliza Samudio também pretendia matar o filho dela, um bebê de quatro meses. A afirmação foi feita hoje, em entrevista coletiva. 

A criança também teria sido levada para uma casa na cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde a polícia acredita que Eliza tenha sido assassinada. O motivo pelo qual a criança teria sido poupada não foi informado.

Eliza teria sido torturada e Bruno, assistido

Depois do suposto assassinato de Eliza, as mãos dela teriam sido jogadas para cães - havia 11 cachorros na residência. Segundo o delegado, após queimar uma mala da mulher, o goleiro teria ido tomar cerveja. A polícia acredita que Eliza foi torturada antes de morrer. Bruno presenciou a cena, acreditam os investigadores.