Polícia

Justiça concede liberdade a bancário suspeito de facilitar ataque a agência de Canoas

De acordo com Sindbancários, trabalhador foi injustiçado

O funcionário do Banrisul detido por suspeita de ter facilitado roubo em uma agência de Canoas foi autorizado a deixar a prisão. A decisão pela soltura é do desembargador da 4ª câmara do Tribunal de Justiça (TJ), Marcelo Bandeira Pereira, que concedeu habeas corpus ao trabalhador. A medida é liminar (provisória) e levou em conta que o trabalhador não tem antecedentes criminais e que a liberdade não coloca em risco a ordem pública.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (Sindibancários), o homem, de 50 anos, que não teve a identidade revelada, foi acusado injustamente. Na quarta-feira, a representação manifestou-se contra a atuação da Polícia Civil, que prendeu o funcionário na terça-feira. Para a polícia, ele facilitou um ataque em 11 de março, mudando procedimentos de segurança da agência. O presidente do sindicato, Juberlei Bacelo, alegou que os indícios apresentados não justificam manter o suspeito preso. Para ele, a polícia promoveu um "show pirotécnico".

Bacelo criticou o argumento dos investigadores, de que o supervisor alterou a rotina de segurança da agência atacada para facilitar a ação criminosa. Segundo ele, o problema não era gerado pelo trabalhador e o banco tinha conhecimento da deficiência, mas não tomou providências para corrigi-la.

Já o Banrisul informou ter destinado um representante jurídico para acompanhar o processo de investigação. O banco também decidiu não cortar o vínculo com o empregado enquanto não for concluído o procedimento que apura o crime.

Outro suspeito de participar do assalto, Érisson Ivan de Souza Balhejo, considerado um dos cinco criminosos mais procurados do Rio Grande do Sul, havia sido preso em abril. Um terceiro, já identificado, segue foragido.

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