Os jovens de 13, 14 (dois deles) e 15 anos foram apreendidos em 28 de setembro e internados provisoriamente no Centro de Atendimento Sócio Educativo (Case) do município, onde devem ficar até setembro de 2015. O Ministério Público, que denunciou o quarteto, entendeu que o homicídio foi doloso e triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel – fogo – e que impediu a defesa da vítima.
A Polícia Civil descobriu que os garotos furtaram uma faca da vítima, que prometeu R$ 2 em troca da devolução. Os jovens entregaram ao dono o utensílio, mas não receberam o dinheiro e decidiram colocar fogo em Santos, segundo apurou a investigação.
O crime ocorreu no dia 21 de setembro, mas o papeleiro morreu dois dias depois, no Hospital Pompeia, em razão de queimaduras que atingiram 80% do corpo. “Agiram com crueldade extrema, provocando ferimentos cuja dor se pode presumir insuportável”, classificou o juiz Brancher.