Polícia

Justiça condena ex-comissário Nilson Aneli e mais oito por envolvimento com Xandi

Suspeita de envolvimento com tráfico surgiu após morte do criminoso em tiroteio em Tramandaí

Suspeita de envolvimento com tráfico surgiu após morte do criminoso em tiroteio em Tramandaí
Suspeita de envolvimento com tráfico surgiu após morte do criminoso em tiroteio em Tramandaí Foto : André Ávila / CP Memória
A 2ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí, no litoral Norte, condenou o ex-comissário de Polícia Nilson Aneli e mais oito pessoas por envolvimento criminoso com o traficante Alexandre Madeira, o “Xandi”, ainda em janeiro de 2015. Aneli compunha a equipe do então secretário de Segurança Pública do Estado Airton Michels, ainda durante a gestão de Tarso Genro. A suspeita de envolvimento surgiu após a morte do criminoso, quando o grupo se reuniu com Xandi em uma casa de veraneio em Tramandaí.

Homens armados invadiram o imóvel e dispararam contra Xandi e Marcelo Mendes Ventimiglia, que sobreviveu. Além de Aneli e de Ventimiglia, foram denunciados Alexandre Munhoz de Camargo Flores, Dênifer Carlos Lara da Silva, Juliano Rigotti Vargas, Leandro Fernandes Vivian, Marcio Antonio Colares Bandeira e Mauricio Robert Sequeira. Aneli recebeu pena de 9 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado, por falsidade ideológica e organização criminosa.

Inicialmente, o ex-comissário alegou que fazia serviço de segurança para Xandi e negou relação pessoal com o traficante. No entanto, as investigações entenderam que “a prova é segura e não deixa dúvidas da existência de uma organização criminosa, fortemente armada, da qual todos os réus faziam parte, prestando serviços vinculados à empresa de fachada, para lavagem de dinheiro do tráfico, liderada por ‘Xandi’, a qual se valia da condição de funcionário público de um dos integrantes (Aneli) para prática de infração penal, e que fazia a segurança do líder”.

Os réus não poderão apelar em liberdade. A Justiça decretou, também, a perda dos objetos, armas, veículos e valores apreendidos com o grupo. Veículos e armamento confiscados foram encaminhados à Polícia Civil em Tramandaí para que sejam usados pela corporação, no futuro. Cabe recurso da decisão.