A Justiça da Bahia decretou, nesta quarta-feira (17) a prisão temporária dos três suspeitos de inserir agulhas no corpo de um menino de dois anos. O pedido foi feito pela Polícia Civil de Ibotirama (BA) e acatado pelo juiz substituto Oclei Alves da Silva, que considerou importante a prisão para a investigação do caso. Ente os três suspeitos, está o padrasto de garoto, que confessou à polícia ter torturado o garoto em um ritual de magia negra.
O menino, diagnosticado com cerca de 50 agulhas colocadas dentro do corpo, foi transferido por volta das 10h30 desta quinta para Salvador (BA). Ele está internado no hospital federal Ana Néri. A mudança ocorreu porque o hospital de Barreiras (900 km de Salvador) não possui capacidade para fazer cirurgias cardíacas. Segundo médicos, duas das agulhas estão próximas ao coração.
O padrastro da criança disse que teve ajuda de duas mulheres que também estão presas. Uma delas é integrante de uma seita religiosa. O homem, de 30 anos, estava desaparecido desde a manhã desta terça-feira (15), depois de prestar um primeiro depoimento à polícia. Ele foi encontrado nesta quarta-feira (16), por volta das 15h, em um hospital da cidade.
De acordo com agentes da delegacia, o suspeito contou que o menino era levado principalmente nos finais de semana à casa de uma mulher chamada Angelina, que segundo ele, praticava rituais de magia negra. Segundo o depoimento do suspeito, ela teria pedido diversas vezes para que o padrasto inserisse as agulhas no menino e ele disse obedecer.
Com a prisão temporária decretada, o homem e as duas mulheres ficarão presos por pelo menos cinco dias, até que a Justiça avalie a necessidade de decretar a prisão preventiva do trio.
As informações são do R7
Justiça da BA decreta prisão temporária de suspeitos de inserir agulhas em criança
Menino de dois anos foi transferido para hospital de Salvador na manhã de hoje