Segundo a magistrada Eda Salete Zanatta de Miranda, a permanência nos cargos poderia resultar na manipulação das informações prestadas à justiça gaúcha, que apura as circunstâncias da morte do refém. O pedido de afastamento foi do Ministério Público do Rio Grande do Sul e o ofício com a decisão foi encaminhado nessa segunda-feira à Polícia Civil paranaense.
Fica autorizada, no entanto, a lotação dos policiais em outro órgão da corporação, desde que na repartição em que forem atuar não tenham como exercer influência sobre dados encaminhadas à justiça do Rio Grande do Sul.
Antes da morte do refém, no mesmo dia 21 de dezembro, o 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi morto por policiais paranaenses com cinco disparos de fuzil. A versão apresentada pelos autores é de que o gaúcho atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide. A vítima atuava há 21 anos na BM. A polícia gaúcha investiga o caso.