A Justiça de São Leopoldo mandou soltar os quatro policiais militares presos temporariamente por suspeita de envolvimento na morte do torcedor Maicon Doglas de Lima, 16 anos. O adolescente foi baleado no dia 1º de fevereiro em São Leopoldo, durante uma briga das torcidas do Aimoré e do Novo Hamburgo após o jogo. O jovem foi morto após ser alvejado por dois tiros nas costas. Ele chegou a ser conduzido ao Hospital Centenário.
A decisão foi assinada pelo juiz da 1º Vara Criminal, José Antônio Prates Piccoli. O magistrado justificou que o prazo da prisão temporária terminou e que não iria decretar a prisão preventiva, pois os agentes não “oferecem perigo para a ordem pública”. Foi estabelecida uma medida restritiva para os quatro brigadianos. Eles não poderão trabalhar no policiamento de rua, devendo apenas fazer serviço administrativo. Também ficou proibido o contato dos quatro com familiares da vítima e de testemunhas.
O Ministério Público de São Leopoldo informou que vai recorrer da decisão. O inquérito foi concluído na semana passada pelo titular da Delegacia de Homicídios da cidade, delegado Vinicius do Valle. Nove PMs foram indicados por suposto envolvimento no caso. Outros oito policiais foram apontados por fraude processual. Eles são suspeitos de trocar uma das balas retiradas do corpo do jovem.
Dos quatro que estavam presos, dois foram apontados por homicídio doloso qualificado e outros dois por homicídio doloso tentado. Um outro PM foi indiciado por abuso de autoridade. Outros dois policiais vão responder por tortura. Eles teriam agredido e espancado um adolescente em uma rua próxima à via onde o Lima foi encontrado baleado. O Ministério Público já havia devolvido o inquérito à Polícia Civil por falta dos laudos.
Justiça de São Leopoldo manda soltar 4 PMs suspeitos de morte de torcedor
Para juiz, policiais “não oferecem perigo para a ordem pública”