O juiz Marcos Agostini levou em conta um parecer do próprio Ministério Público, que não viu motivo para a avaliação. Na decisão, o juiz sustenta não haver “indício de prova que revele dúvida acerca da sanidade mental do acusado”. O advogado, porém, se disse mal interpretado. Taborda negou ter pedido incidente de sanidade mental de Boldrini e contou que a intenção era outra. “A decisão não corresponde ao meu pedido, que era o de atestar o chamado ‘índice de maldade’ no caso”, explica.
Taborda ainda informou que vai insistir na tese de que não há laudo, até o momento, que comprove que Bernardo não foi enterrado vivo. “Requisitamos a busca de material genético nos sacos de lixo em que o corpo do Bernardo foi encontrado para verificar resquícios de saliva. Esse material só fica à disposição seis meses após o crime e, até agora, não tivemos resposta”, disse o defensor.
O advogado frisou que o sedativo Midazolan, encontrado no sangue do menino, surte “apenas efeito hipnótico” e que a soda cáustica jogada sobre o corpo de Bernardo pode ter ativado do sistema nervoso central, deixando o menino em um estado de semi-hipnose. “Queremos essa perícia complementar porque o nosso interesse é a busca da verdade real”, finalizou.