A Justiça decretou a prisão preventiva de outros dois policiais militares envolvidos na morte do torcedor do Novo Hamburgo, Maicon Douglas de Lima, de 16 anos, após a confusão entre as torcidas do Noia e do Aimoré, no dia 1º de fevereiro. De acordo com o Juiz de Direito José Antônio Prates Piccoli, da 2ª Vara Criminal de São Leopoldo, a decisão de determinar a prisão dos PMs se deve aos novos indícios sobre o caso.
“No que se refere aos fundamentos da prisão temporária, novos elementos surgiram nos autos, dando conta de que mais dois policiais efetuaram disparos contra a vítima”, afirmou o magistrado, referindo-se ao relato de duas testemunhas que identificaram os brigadianos como responsáveis por efetuar disparos na rua em que o torcedor foi morto. Outros dois agentes da Brigada Militar já haviam sido presos por suposto envolvimento no caso.
No dia 4 de fevereiro, a Brigada Militar de São Leopoldo apresentou à Polícia Civil dois dos cinco policiais militares que intervieram na confusão de torcidas rivais que culminou com a morte do torcedor Maicon Douglas de Lima, baleado com dois tiros nas costas.
A briga começou na estação Santo Afonso, da Trensurb, e se estendeu até o bairro Santos Dumont, em São Leopoldo.Um dos soldados confessou que efetuou os disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa. A prisão dos PMs também foi decretada pelo juiz José Prates Piccoli.
Justiça decreta prisão preventiva de mais dois PMs por morte de torcedor do Novo Hamburgo
Policial admitiu ter disparado contra torcedor porque se sentiu ameaçado pelo tumulto