O autor do assassinato do eletricista Alexandre Farias de Vargas, 56 anos, funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços à Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), está sendo procurado na condição de foragido desde a tarde desta quinta-feira pelos agentes da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ª DPHPP) de Porto Alegre. A decisão foi do juiz Maurício Ramires, da 1ª Vara do Juri da Capital, após o mesmo pedido ter sido indeferido pelo juiz do plantão do Foro Central. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado, como não havia prisão em flagrante e o suspeito não tinha paradeiro conhecido, o pedido da preventiva não poderia ser apreciado pelo plantão judiciário.
Autor do pedido de prisão preventiva, o delegado Rodrigo Reis, titular da 1ª DPHPP mas respondendo pela 4ªDPHPP, determinou a intensificação das buscas do paradeiro do autor do crime, do homem, que fugiu após balear a vítima no peito, com um revólver, durante discussão. Na tarde de quarta-feira, o suspeito, que não possui antecedentes criminais, havia reclamado da presença do caminhão Ford F-350 G, da empresa terceirizada da CEEE, na frente da garagem da residência, situada na rua Padre Paulo Englert, perto da avenida Juca Batista, no bairro Espírito Santo. Segundo o delegado Rodrigo Reis, a partir do momento em que juiz decreta a prisão, ele se encontra na condição de foragido . “A expectativa é que se apresente com um advogado”, disse.
O suspeito reside na casa do sogro, atuando como cuidador do mesmo. A esposa e a filha do suspeito moram juntas. Conforme os policiais civis, ambas também discutiram com a vítima. O delegado Rodrigo Reis entende que foi um “absurdo” o que ocorreu pois o caminhão da empresa terceirizada estava apenas “obstruindo parcialmente” a garagem, estacionado em frente a um poste da rede de energia elétrica na calçada. O suspeito queria sair com o Citröen C3. Após o crime, ele fugiu em uma Ford Ranger, que estava parada na rua. O veículo também não foi ainda localizado pelos agentes.As investigações apuram ainda a situação do revólver, que pode ser de calibre 38 e foi levado junto pelo suspeito. “A arma, a princípio, é irregular pois ele não tem nenhuma registrada em sua nome”, constatou.
Com o encerramento do inquérito, o indiciamento do suspeito conterá algumas qualificadoras. “Tem uma motivação fútil, ter surpreendido a vítima e impossibilitado a defesa dela. Foi um disparo mortal no peito”, avaliou. “É chocante. É algo surpreendente e foge da realidade dos homicídios que a gente investiga”, admitiu o delegado Rodrigo Reis. “Uma discussão absurda por algo completamnete banal. É caso para júri popular”, concluiu.
Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de matar eletricista
Alexandre Farias de Vargas, 49 anos, levou um tiro no peito