Polícia

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de matar eletricista

Alexandre Farias de Vargas, 49 anos, levou um tiro no peito

Idoso matou eletricista após discussão sobre caminhão estacionado em frente à garagem
Idoso matou eletricista após discussão sobre caminhão estacionado em frente à garagem Foto : Brigada Militar / Divulgação / CP
O autor do assassinato do eletricista Alexandre Farias de Vargas, 56 anos, funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços à Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), está sendo procurado na condição de foragido desde a tarde desta quinta-feira pelos agentes da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ª DPHPP) de Porto Alegre. A decisão foi do juiz Maurício Ramires, da 1ª Vara do Juri da Capital, após o mesmo pedido ter sido indeferido pelo juiz do plantão do Foro Central. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado, como não havia prisão em flagrante e o suspeito não tinha paradeiro conhecido, o pedido da preventiva não poderia ser apreciado pelo plantão judiciário. 

Autor do pedido de prisão preventiva, o delegado Rodrigo Reis, titular da 1ª DPHPP mas respondendo pela 4ªDPHPP, determinou a intensificação das buscas do paradeiro do autor do crime, do homem, que fugiu após balear a vítima no peito, com um revólver, durante discussão. Na tarde de quarta-feira, o suspeito, que não possui antecedentes criminais, havia reclamado da presença do caminhão Ford F-350 G, da empresa terceirizada da CEEE, na frente da garagem da residência, situada na rua Padre Paulo Englert, perto da avenida Juca Batista, no bairro Espírito Santo. Segundo o delegado Rodrigo Reis, a partir do momento em que juiz decreta a prisão, ele se encontra na condição de foragido . “A expectativa é que se apresente com um advogado”, disse.

O suspeito reside na casa do sogro, atuando como cuidador do mesmo. A esposa e a filha do suspeito moram juntas. Conforme os policiais civis, ambas também discutiram com a vítima. O delegado Rodrigo Reis entende que foi um “absurdo” o que ocorreu pois o caminhão da empresa terceirizada estava apenas “obstruindo parcialmente” a garagem, estacionado em frente a um poste da rede de energia elétrica na calçada. O suspeito queria sair com o Citröen C3. Após o crime, ele fugiu em uma Ford Ranger, que estava parada na rua. O veículo também não foi ainda localizado pelos agentes.As investigações apuram ainda a situação do revólver, que pode ser de calibre 38 e foi levado junto pelo suspeito. “A arma, a princípio, é irregular pois ele não tem nenhuma registrada em sua nome”, constatou.

Com o encerramento do inquérito, o indiciamento do suspeito conterá algumas qualificadoras. “Tem uma motivação fútil, ter surpreendido a vítima e impossibilitado a defesa dela. Foi um disparo mortal no peito”, avaliou. “É chocante. É algo surpreendente e foge da realidade dos homicídios que a gente investiga”, admitiu o delegado Rodrigo Reis. “Uma discussão absurda por algo completamnete banal. É caso para júri popular”, concluiu.