Polícia

Justiça determina que ônibus-cela não receba mais presos até os atuais serem transferidos

Celas das delegacias seguem superlotadas

Justiça determina transferência de apenados presos no ônibus Trovão Azul
Justiça determina transferência de apenados presos no ônibus Trovão Azul Foto : Samuel Maciel
A Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre determinou que novos presos não sejam mais transferidos para o ônibus-cela Trovão Azul até que os 34 detentos que estão no veículo sejam transferidos. A medida também valerá para presos que estão com mais tempo de permanência em delegacias da Região Metropolitana. A decisão foi tomada depois que a Vara de Execuções Criminais realizou uma inspecão no ônibus.

Na Capital, no Palácio da Polícia, a 2ª DPPA estava ontem pela manhã com 12 detentos. A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) não informou quantos presos estão no Centro de Triagem inaugurado no bairro Partenon, na zona Leste da Capital. O local tem capacidade para abrigar 82 presos e tem o objetivo de evitar que pessoas detidas pela Brigada Militar sejam deixadas em celas de delegacias de polícia em razão da falta de vagas nos presídios gaúchos. 

Delegacias seguem lotadas

As celas das delegacias de polícia em Porto Alegre e na Região Metropolitana segueme superlotadas. Nesta manhã, na Central de Polícia Civil em Canoas, cinco viaturas e duas motos da Brigada Militar realizavam a custódia de presos no pátio. A Central de Polícia de Canoas estava na sexta-feira com 22 presos em um local com capacidade para 10 pessoas.

O diretor da Ugeirm, Pablo de Souza Mesquita, informou que 107 presos estão em delegacias da Capital, de Novo Hamburgo, Canoas, São Leopoldo, Gravataí, Alvorada, Viamão e São Jerônimo. Diante da superlotação das delegacias, o diretor da Ugeirm informou que o sindicato vai solicitar que na próxima semana a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa visite todas as Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Porto Alegre e da Região Metropolitana para verificar a situação dos agentes e dos presos.

“Os policiais estão correndo risco, porque boa parte dos presos faz parte de facções criminosas. Além disso, os agentes estão em claro desvio de função”, lamentou.

egundo Mesquita, existem presos que estão há mais de 20 dias nas delegacias que não possuem banheiro e os detentos não podem receber visita. O diretor da Ugeirm informou que no Palácio da Polícia há presos que estão desde o dia 2 de fevereiro. De acordo com Mesquita, na quinta-feira à tarde, foi preciso a intervenção do GOE para acalmar os ânimos dos presos na 2ªDPPA que reclamaram das condições das celas.