Papagaio justificou a ausência alegando que teria ido a uma escola de Montenegro na tentativa de obter vaga para retomar os estudos. A juíza do Mutirão Carcerário do Fórum de Novo Hamburgo, Traudi Grabin, que restabeleceu o trabalho externo junto à empresa Cláudio Vogel nesta manhã, aguarda a remessa do procedimento administrativo disciplinar do preso. Segundo ela, a decisão de hoje não inviabiliza as conclusões do trabalho investigativo da Susepe. Traudi determinou intimação do empresário Cláudio Vogel e a cientificação de Papaguaio para que observem as normas do contrato.
O preso não poderá se ausentar do trabalho, como havia ocorrido e deverá comunicar, em juízo, qualquer alteração do local ou das condições do trabalho. Condenado a 36 anos e 11 meses de prisão por assaltos a bancos e carros-fortes, ele cumpriu quase 13 anos da pena. Se continuar trabalhando, ainda em 2011, poderá requerer regime aberto.
Quando foi contratado, em setembro de 2010, Papagaio concedeu uma entrevista ao Correio do Povo e disse queria se livrar do estigma de criminoso fujão. “Não vou decepcionar os gaúchos. Não vou decepcionar o Judiciário. Não vou decepcionar o empresário Cláudio Vogel, meu futuro patrão”, havia prometido.
Presidiário concedeu entrevista para o jornal Correio do Povo quando foi contratado. Crédito: Paulo Nunes