O primeiro réu interrogado foi um soldado que serve de motorista de tenente que também é réu no processo. Segundo relato, a rotina dele consistia em ficar no carro aguardando as ordens do tenente, que era subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). No dia 14 de julho, o soldado disse que foi à base da UPP da Rocinha por volta de 19h avisar que iria jantar. Após lanchar em uma mercearia, o PM alega ter retornado ao carro e que lá permaneceu por toda a noite.
Outros soldados interrogados disseram que receberam ordens para não sairem dos contêineres até segunda ordem. Os três afirmaram que não ouviram gritos ou barulhos do lado de fora da base e que foram liberados às 21h. Um quarto relatou que também atuava no setor administrativo da UPP e que no dia do desaparecimento do ajudente de pedreiro entrou no contêiner por volta das 18h e só saiu de lá às 21h.
Uma soldado, que comentou ter entrado no contêiner pouco depois das 17h, relatou ter deixado o local para ir ao banheiro que ficava ao lado. A militar disse que ouviu vozes vindas da parte de trás do contêiner. Segundo ela, eram várias pessoas falando ao mesmo tempo, não sabendo apontar de quem seriam as vozes.
A próxima audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 28 deste mês. Só falta um réu para ser interrogado.