Segundo o defensor dele na Espanha, Agustín Diez Del Blanco, o recurso para que Sanfelice possa cumprir a pena em território espanhol foi negado. Com isso, a Interpol deve definir nos próximos dias como fazer o translado desde a penitenciária de alta segurança de San Martin, nos arredores de Madrid, até o Brasil.
Em outubro do ano passado, Sanfelice, que é filho e neto de espanhóis, apelou para que a justiça daquele país não o extraditasse. Ele disse ter sido torturado por 28 dias, quando ficou confinado em uma cela pequena e escura, com o piso alagado. O empresário disse ainda ter presenciado 16 assassinatos durante o tempo em que esteve na prisão brasileira. “A Polícia brasileira pediu-me 60 mil euros em troca de minha liberdade”, acusou o empresário na época.
Entenda o caso
Luiz Henrique Sanfelice está condenado a 19 anos e três meses pelo assassinato de sua mulher, a jornalista Beatriz Helena de Oliveira Rodrigues, 43, ocorrido em 12 de junho de 2004. O corpo da vítima foi encontrado queimado dentro de um carro, no Santuário das Mães, em Novo Hamburgo.
Ele denunciou o desaparecimento da esposa e participou de passeatas, levando cartazes com a foto da jornalista, com pedindo de “justiça e paz". O empresário foi preso como principal suspeito do crime uma semana depois que o corpo de sua mulher foi encontrado. Após julgamento, ele foi condenado.
Ao passar para o regime semiaberto, o empresário conseguiu fugir. Foi preso por autoridades espanholas, no ano passado, na localidade de Bullullos de la Mitación, em Sevilha. Sanfelice, de acordo com a Polícia Federal, estava na lista da Interpol.