A Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS) promoveu nesta segunda-feira, 5, encontro para relembrar os desafios enfrentados e as ações realizadas diante do desastre climático que atingiu quase 95% dos municípios gaúchos no ano passado. Chamado de "Memória, Justiça e Reconstrução: um ano após maio de 2024", o evento reuniu magistrados e servidores e marcou também o lançamento do livro virtual “Memória do Desastre Climático: a Seção Judiciária do Rio Grande do Sul e as chuvas de 2024”.
Entre as atividades, os juízes integrantes da Comissão de Gestão da Memória, Andréia Castro Dias Moreira e Patrick Lucca Da Ros, conversaram com alguns magistrados e servidores que atuaram significativamente em diferentes demandas oriundas do desastre climático.
Já o vice-diretor do foro da JFRS, Fábio Dutra Lucarelli, lembrou que a sede da Justiça Federal em Porto Alegre também foi afetada, com danos significativos. Ele citou o desligamento do Data Center, a proteção do prédio inundado, as contratações para possibilitar o religamento dos sistemas, o atendimento ao jurisdicionado e a ajuda às pessoas que perderam casas e bens.
“Foi no sábado (4 de maio de 2024) quando começou a chegar água no nosso pátio, aí eu acho que caiu a ficha de que a gente não voltaria tão cedo para cá. A partir daí, uma extensa rede de ajuda e solidariedade se formou e além disso, a mobilização para continuarmos atuando”, contou Lucarelli.
Aproveitando a ocasião, foi lançada oficialmente a seção temática “Desastre Climático de maio de 2024” no Portal da Memória da JFRS. A página foi dividida em seis assuntos: Cronologia, A Justiça é feita por pessoas, Mutirões para atender a população, Sistema de Justiça voltado à população gaúcha, As águas chegam aos prédios da Justiça Federal e A reconstrução das sedes afetadas.
Por fim, o livro virtual “Memória do Desastre Climático: a Seção Judiciária do Rio Grande do Sul e as chuvas de 2024”, foi apresentada. A obra reúne artigos científicos que buscam analisar academicamente as causas e consequências da tragédia, tentando fornecer algum subsídio para seu entendimento, e relatos sobre o que as pessoas passaram e sentiram naqueles momentos dramáticos, com objetivo de preservação da memória oral.