Polícia

Justiça interroga acusados da morte da representante comercial Cristine Fagundes

Segunda audiência de instrução do processo ocorreu no Foro Regional do 4º Distrito de Porto Alegre

A segunda audiência de instrução do processo criminal que apura a morte da representante comercial Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos, ocorreu nesta quarta-feira no Foro Regional do 4º Distrito, na avenida Pernambuco, no bairro Navegantes, em Porto Alegre. A Juíza de Direito Lourdes Helena Pacheco da Silva interrogou os três réus acusados do crime. Além disso, foram ouvidas sete testemunhas, sendo cinco de acusação, incluindo a filha adolescente da vítima, e ainda duas de defesa. Uma oitava testemunha de acusação não compareceu, sendo marcada uma terceira audiência para o dia 7 deste mês. No dia 23 de novembro havia sido realizada a primeira audiência, quando 11 testemunhas foram ouvidas.

A magistrada explicou que as audiências de instrução tem como objetivo a coleta de prova testemunhal. “A acusação e a defesa arrolaram testemunhas para prestarem depoimentos”, resumiu. Conforme a juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva, a expectativa inicial é de que a sentença seja conhecida até o final do ano. “Estamos em uma fase bastante adiantada”, avaliou.



Já o Promotor de Justiça Gerson Luis Teixeira, do Ministério Público, afirmou que os réus “são acusados por diversos roubos, sendo julgados por cada um deles”, referindo-se aos assaltos em série contra pedestres cometidos pelos três assaltantes antes de atacarem e matarem representante comercial Cristine Fonseca Fagundes. Ele acrescentou que espera uma condenação “bastante alta” aos réus.

Cristine Fagundes aguardava um outro filho sair do Colégio Dom Bosco, no bairro Higienópolis, no final da tarde do dia 25 de agosto deste ano. Junto com a filha adolescente, ela estava em seu Honda Fit, estacionado nas imediações do estabelecimento de ensino. O trio de assaltantes abordou-a com a intenção de roubar o veículo, sendo então baleada e morta a vítima ainda com o cinto de segurança dentro do carro e diante da filha. O crime, com grande repercussão social, causou a queda do então secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini, e a vinda de policiais militares da Força Nacional de Segurança (FNS) para reforçar o policiamento ostensivo em Porto Alegre.