A Justiça concedeu o direito de responde em liberdade ao gerente de casa noturna detido por “gato” de energia elétrica, na manhã desta sexta-feira, em Porto Alegre. A informação foi confirmada durante a tarde, o delegado Alexandre Fleck, responsável pelo inquérito. O furto de energia elétrica é crime inafiançável no âmbito policial, mas o Judiciário pode relaxar, manter a prisão, estabelecer fiança ou conceder liberdade sem ônus ao suspeito.
No caso em questão, a Justiça libertou o gerente sem o pagamento da fiança. O delegado ressaltou que a conclusão do inquérito deve ser rápida, bastando apenas a análise das provas e o depoimento de algumas pessoas ligadas ao caso. O gerente e o proprietário da casa noturna, que não presenciou a operação, devem ser indiciados por furto qualificado. O estabelecimento funciona na rua Félix da Cunha, no bairro Moinhos de Vento.
A CEEE estima que aproximadamente R$ 218 mil tenham sido desviados da companhia através do “gato”, desde agosto de 2016. De acordo com as investigações, o estabelecimento levantou suspeita após cancelar um dos dois medidores de energia utilizados até então e reduzir consideravelmente o padrão de consumo mesmo com a manutenção dos equipamentos usados para o funcionamento do bar.
Ainda a partir das informações da CEEE, pelo menos duas câmaras frias eram usadas ininterruptamente, gastando o equivalente a dez chuveiros elétricos cada. A Sulgás, que entre outubro e dezembro de 2013 forneceu gás natural para a manutenção de um gerador no bar, emitiu nota garantindo não ter relação com o furto de energia, alegando que “não faz e nunca fez a instalação elétrica em seus clientes (…) cabendo, exclusivamente, ao cliente a desinstalação e retirada do equipamento.”
Justiça liberta gerente de casa noturna suspeito de roubar energia elétrica em Porto Alegre
Homem responderá em liberdade pelo suposto desvio de cerca de R$ 218 mil em eletricidade