O juiz Anderson Sobral de Azevedo, da 1ª Vara de Pinheiro, no Maranhão, decretou na tarde desta quarta-feira a prisão preventiva do lavrador José Agostinho Bispo Pereira, de 54 anos. Ele é acusado de ter explorado sexualmente duas filhas e de ter mantido uma delas em cárcere privado por 16 anos.
Conforme a Justiça, Pereira teve oito filhos com ambas – os testes de DNA ainda não ficaram prontos. O lavrador também é acusado de ter abusado de duas filhas-netas, uma de cinco e outra de oito anos de idade. Mantida em cárcere privado por 16 anos, Sandra Maria Monteiro, de 28 anos, já está morando em uma casa alugada pela Prefeitura do município. A vítima e os filhos recebem apoio do Conselho Tutelar da cidade.
O juiz aceitou a argumentação da promotora da infância Alineide Martins de que a prisão preventiva do lavrador objetiva a manutenção da ordem pública da cidade maranhense. Pela decisão judicial, José Agostinho Pereira continuará preso na Delegacia Regional do município. Ele está isolado de outros presos e disse, na terça-feira, ontem que tinha medo de ser transferido para São Luís.
Hoje, a delegada regional de Pinheiro, Laura Barbosa, concluiu o inquérito sobre o caso. A delegada indiciou o lavrador pelos crimes de estupro presumido, estupro de incapaz, abandono intelectual, abandono material e cárcere privado. Por esses crimes, o lavrador pode pegar até 30 anos de prisão.
Justiça mantém lavrador que abusou das filhas preso
José Agostinho Bispo Pereira, de 54 anos, é acusado de ter mantido uma delas em cárcere privado por 16 anos