Polícia

Justiça mantém prisão temporária de suspeitos no caso do assassinato de professores da UFSM

Crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (25), quando os professores Fabiano de Oliveira Fortes e Felipe Turchetto foram mortos durante uma tentativa de roubo

Em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, o juiz Luciano Bertolazi Gauer, da 3ª Vara Criminal de Passo Fundo, decidiu manter a prisão temporária de dois homens acusados de envolvimento no assalto a um hotel em Mato Castelhano, que resultou na morte de dois professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O inquérito policial segue em andamento.

O crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (25), quando os professores Fabiano de Oliveira Fortes e Felipe Turchetto foram mortos durante uma tentativa de roubo a um restaurante e hotel na cidade. Segundo a polícia, os autores do crime estavam hospedados no estabelecimento e, por volta das 4h, anunciaram o assalto, rendendo e amarrando as pessoas presentes no local. Durante a ação, as vítimas foram obrigadas a deitar no chão e, ao tentarem se levantar, foram baleadas e mortas pelos criminosos.

As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), sob a coordenação do delegado Diogo Ferreira e com apoio da Brigada Militar, levaram à prisão dos suspeitos no sábado (27). Dois homens foram presos durante a manhã, um em Mato Castelhano e outro em Passo Fundo, enquanto o terceiro suspeito foi detido no final da tarde, também em Passo Fundo. Durante as prisões, foram apreendidas vestimentas que possivelmente foram utilizadas no crime.

O Juiz Gauer destacou a rápida atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário, que possibilitou as prisões preventivas dos suspeitos. "Dada a rápida atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário, as prisões foram realizadas no sábado (27). Os representados foram apresentados para audiência de custódia na data de hoje, estando as prisões mantidas nos termos em que foram decretadas", afirmou o magistrado.

O crime chocou a comunidade acadêmica da UFSM, onde os professores eram respeitados e queridos. Fabiano de Oliveira Fortes, de 46 anos, era professor associado no Departamento de Ciências Florestais, com vasta experiência em recursos florestais e engenharia florestal. Felipe Turchetto, de 35 anos, era professor adjunto no mesmo departamento, com ênfase em manejo de florestas nativas, silvicultura e estatística experimental. Eles estavam em Mato Castelhano acompanhando um grupo de 15 estudantes para uma visita de campo à Floresta Nacional de Passo Fundo, como parte da disciplina de Práticas Florestais.