Polícia

Justiça nega habeas corpus a dois acusados no Caso Eliseu

Decisão mantém presos integrante de empresa de vigilância e assaltante

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou nesta quinta-feira pedidos de habeas corpus que visavam a soltura de dois réus acusados de envolvimento no assassinato do secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos. Com isso, o integrante da empresa de vigilância Reação Marcelo Pio Machado e Marcelo Dias Souza, apontado pelo Ministério Público (MP) como um assaltante contratado para executar Eliseu, vão prosseguir recolhidos no Presídio Central.

No total, 11 pessoas são acusadas no processo. Em abril, oito delas tornaram-se rés, entra elas Pio Machado e Souza. Já em maio, também ingressaram na lista, o ex-presidente do PTB (partido de Eliseu) em Porto Alegre José Carlos Brack, o ex-CC petebista Cássio Abreu e o apenado Jonatan Pompeu Gomes, ex-funcionário da Reação e irmão de um dos réus pela execução.

O MP concluiu que Eliseu foi morto a tiros em fevereiro deste ano, no bairro Floresta, em Porto Alegre, com objetivos de queima de arquivo e vingança. Conforme a investigação - que contrariou a tese da Polícia Civil de latrocínio-, o ex-secretário atrapalhou um esquema de propina na Secretaria de Saúde, protagonizado por integrantes da empresa de vigilância Reação, e que beneficiaria caixas de campanha do PTB.