Polícia

Justiça nega habeas corpus a merendeira suspeita de envenenamento

Delegado diz que tese da defesa é "surrada" e "não merece contraponto"

A Justiça negou o habeas corpus pedido pelo advogado da merendeira suspeita de ter colocado veneno de rato no almoço servido a alunos e professores na escola Pacheco Prates, na zona Sul de Porto Alegre. A defesa argumenta que a confissão dada por ela, em depoimento à polícia na sexta-feira, foi forjada. O delegado Cléber Lima rejeitou a hipótese. "A tese da defesa é muito surrada e não merece contraponto", afirma.

Representante da funcionária alega ainda que ela foi coagida a assinar e que não pôde ler o documento. Segundo Cléber Lima, porém, a suspeita prestou depoimento com um advogado dativo (nomeado para o ato), e ele leu o depoimento duas vezes em voz alta.

A funcionária continua foragida e só deve se entregar depois do relaxamento do pedido de prisão. O delegado deve indiciá-la por tentativa de homicídio doloso.

Os alunos e professores que sofreram intoxicação na quinta-feira passaram por exames médicos na sexta e no sábado. Alguns ainda colheram amostras de sangue neste domingo no Posto de Saúde da Vila Bom Jesus.

A Secretaria Estadual de Educação define na segunda-feira a data do retorno das aulas na escola, no bairro Belém Velho.

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