A primeira rodada de depoimentos começou no final de maio. O funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, 47 anos, apontado como o atropelador, manteve a postura já adotada em outros momentos, de aparente frieza. Na saída, conversou rapidamente com a reportagem da Rádio Guaíba. "Na época me ameaçaram, corri riscos. Eu percebo que a acusação não consegue nem mesmo explicar como ocorreram as coisas. Eu ainda vivo uma série de privações. Evito sair de casa", disse o réu.
Ricardo falou, ainda, sobre as aulas que tem feito no Centro de Formação de Condutores. "Agora faltam as provas. Mas não pretendo dirigir tão cedo." Neis responde em liberdade por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado. A defesa já tem cinco testemunhas arroladas.
A próxima audiência está agendada para 2 de setembro, seguida de 21 de outubro, 4 de novembro, 18 de novembro e 2 de dezembro. Para o magistrado que tem acompanhando o caso, o julgamento do réu pode demorar mais de um ano, já que após todas as testemunhas do caso serem ouvidas, e o juiz dar seu parecer, a defesa ainda poderá recorrer a qualquer decisão promulgada.
Relembre o caso:
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