Polícia

Ladrões explodem agência bancária em Dois Lajeados

Há possibilidade de que seja a mesma quadrilha que realizou outras ações no Estado, diz tenente-coronel

Cofre do banco e caixas eletrônicos também foram arrombados
Cofre do banco e caixas eletrônicos também foram arrombados Foto : Antônio Scussel / Divulgação BM
A agência do Banco do Brasil em Dois Lajeados, no Vale do Taquari, foi arrombada na madrugada desta terça-feira. Quatro homens encapuzados e armados com fuzis e metralhadoras chegaram após as 2h e explodiram a entrada da agência bancária com dinamite. O cofre do banco e os caixas eletrônicos também foram arrombados.

Durante a madrugada, um morador das proximidades acordou com a explosão, acionou a Brigada Militar e foi em direção à agência do Banco do Brasil. Ao chegar ao local, foi rendido pelos ladrões e mantido como refém. O homem, que teria 36 anos, acabou liberado na saída da cidade, após a fuga da quadrilha. A Brigada Militar chegou a avistar o carro e pediu reforços para as polícias militares de Guaporé, Encantado, Muçum e Vespasiano Corrêa. “Montamos o cerco nas principais rodovias da região, mas eles não cruzaram por esses locais”, afirmou o responsável pelo Comando Regional de Policiamento Ostensivo, tenente-coronel Antônio Scussel. Segundo ele, há divergência quanto ao veículo em que eles estavam: Siena ou Vectra prata.

Scussel acredita que a quadrilha tenha fugido por estradas vicinais, ampliando as alternativas de rotas de evasão. De acordo com Scussel, existem grandes possibilidades de que essa seja a mesma quadrilha que realizou outras ações semelhantes no Rio Grande do Sul, ocorridas a partir de fevereiro.

Outras ações criminosas no Interior do Estado

A primeira delas ocorreu em 10 de fevereiro, quando uma tentativa ousada de furto alterou a rotina do município de Igrejinha, no Vale do Paranhana. Pelo menos três homens tentaram explodir o prédio do Supermercado Unidão, na avenida Ernesto Dornelles, no Centro, para ter acesso a dois caixas eletrônicos. Os criminosos, no entanto, exageraram na quantidade de explosivos. Com isso, o ruído da explosão foi escutado a 8 quilômetros de distância e despertou todos os moradores da área central. Além do prédio do supermercado, estabelecimentos comerciais das proximidades também foram danificados. Com o estrago feito, fugiram sem nada levar.

Oito dias depois, em Sertão Santana, pelo menos cinco homens explodiram parte do prédio da agência do Banco do Brasil, na rua 24 de Março, no Centro. Eles ingressaram no banco através da sala de autoatendimento, de onde estouraram a tiros a porta principal de acesso à agência bancária. Usaram potentes explosivos para detonar o cofre, provocando danos na cobertura e nas paredes laterais do prédio, além da destruição de móveis, balcões, equipamentos eletrônicos e divisórias. Ainda alvejaram um vigia com oito tiros de fuzil de calibre 762 milímetros. Um dos disparos atingiu a caminhonete Hilux em que ele se encontrava.

No dia 20 de fevereiro, quatro criminosos fortemente armados tentaram interceptar um carro-forte no quilômetro 400 da BR-386, em Triunfo. A quadrilha chegou a atravessar o "cavalinho" de uma carreta Scania na rodovia, aos moldes das ações lideradas pelo assaltante de bancos e carros-fortes José Carlos dos Santos, o Seco. O plano do bando foi abortado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Três homens armados com fuzis e metralhadoras, que estavam em um Astra vermelho, pretendiam atacar o blindado, mas acabaram trocando tiros com policiais rodoviários federais e escapando com as mãos vazias.

No final da noite da última quarta-feira, criminosos invadiram o quartel da Brigada Militar, em Cotiporã, na Serra Gaúcha. Eles dominaram três PMs e roubaram duas pistolas, um revólver, um coletes à prova de balas e farta munição, totalizando 160 cartuchos de calibre 38 e 80 cartuchos de pistola. Os PMs foram dominados, algemados e colocados em uma sala. Os criminosos estavam encapuzados e usavam luvas. Responsável pelo Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra, o coronel Telmo Machado de Souza, não descarta o vínculo da quadrilha com grupo especializado em arrombamento bancário e assalto a carros-fortes.