Polícia

Latrocínio é principal linha de investigação para execução de taxistas em Porto Alegre

À tarde, governador do Estado receberá representantes da categoria

A Polícia Civil espera concluir até domingo a coleta de depoimentos de pessoas que tiveram relação com os três taxistas executados em Porto Alegre, no sábado. De acordo com o delegado Odival Soares, a principal linha de investigação segue sendo latrocínio – roubo seguido de morte. No entanto, ele não descarta outras possibilidades, como vingança. Essa hipótese foi levantada pelo presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintáxi), Luiz Nozari.

O resultado dos exames periciais deve ficar pronto em até 30 dias. O delegado estará no encontro com o governador do Estado Tarso Genro, na tarde desta quarta-feira, que vai reunir autoridades da segurança pública e representantes dos taxistas de Porto Alegre. 

Mortes e protestos

Na madrugada desse sábado, três taxistas foram executados com tiros na cabeça em Porto Alegre: Cláudio Gomes, 59 anos, Edson Roberto Loureiro Borges, 50 anos, e Eduardo Ferreira Haas, 31 anos.

Gomes foi encontrado morto no bairro Mario Quintana, zona Norte da Capital, junto ao veículo Corsa Classic. A vítima tinha ponto na Estação Rodoviária. O corpo de Haas foi localizado no bairro IAPI. Ele ficava em um ponto na avenida Assis Brasil. O veículo Corsa Classic que ele conduzia foi abandonado na rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora. Já Borges, que conduzia um Passat e atuava em uma empresa de tele-táxi, foi localizado na rua Dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo foi abandonado na rua Bogotá, entre os bairros Jardim Lindóia e São Sebastião.

Em função das mortes dos taxistas, uma série de protestos foi organizada pela categoria. O primeiro ocorreu imediatamente após a localização do corpo de Cláudio Gomes. A manifestação terminou em frente à casa do governador Tarso Genro. Na tarde de sábado, uma carreata pediu mais segurança para categoria em Porto Alegre.

No final da tarde desse domingo, uma nova carreata saiu do Largo Zumbi dos Palmares, na avenida Loureiro da Silva, e seguiu até a Estação Rodoviária e o Aeroporto Internacional Salgado Filho. A manifestação complicou o trânsito na Capital na volta do feriado de Páscoa.



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