Polícia

Laudos imprecisos adiam reconstituição de morte de policial em Gravataí

Sargento foi baleado por policiais civis paranaenses em operação contra sequestro de empresários

A reconstituição da morte do sargento gaúcho Ariel da Silva, baleado por policais civis paranaenses em Gravataí, no fim de dezembro, foi transferida para 17 de janeiro. Prevista de início para quinta-feira, a operação teve a data alterada a pedido do delegado-corregedor da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Paulo Grillo. De acordo com ele, a falta na precisão de laudos referentes à balística e à necropsia foram determinantes para adiar a reconstituição.

Ainda segundo o corregedor, reuniões diárias são realizadas com todos os peritos responsáveis sobre o caso. Grillo pretende reconstituir o caso até o horário em que a troca de tiros ocorreu. As ações equivocadas das polícias gaúcha e paranaense ocorreram na madrugada do dia 21. Os três policiais civis do Paraná, que investigavam o sequestro de empresários sem avisar as autoridades da Segurança Pública do RS, mataram Ariel, de 40 anos, de folga no dia do confronto. Os policiais alegaram que o PM de Gravataí atirou antes contra o carro disfarçado.

O fato culminou, ainda, com a morte do agricultor paranaense Lírio Persch, na tarde do mesmo dia, em Gravataí. Os três policiais paranaenses admitiram confronto com o militar e foram autorizados pela Justiça a retornar a Curitiba, onde seguem presos, aguardando a definição do dia para voltar ao Rio Grande do Sul.

Os quatro homens que sequestraram dois paranaenses e mantiveram a dupla em um cativeiro de Gravataí foram responsabilizados pela morte de uma das vítimas mesmo sem indicativos de que um deles tenha atirado no refém. O quarteto foi indiciado por extorsão mediante sequestro com morte. Grillo explicou que o fato de os criminosos colocarem os reféns em situação de risco é suficiente para a responsabilização.

O delegado regional Leonel Carivalli admitiu ter atirado em direção ao carro em que os reféns eram retirados da casa. Testemunhas relataram que só uma pessoa disparou. O policial presta depoimento nesta semana.

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