Ainda segundo o corregedor, reuniões diárias são realizadas com todos os peritos responsáveis sobre o caso. Grillo pretende reconstituir o caso até o horário em que a troca de tiros ocorreu. As ações equivocadas das polícias gaúcha e paranaense ocorreram na madrugada do dia 21. Os três policiais civis do Paraná, que investigavam o sequestro de empresários sem avisar as autoridades da Segurança Pública do RS, mataram Ariel, de 40 anos, de folga no dia do confronto. Os policiais alegaram que o PM de Gravataí atirou antes contra o carro disfarçado.
O fato culminou, ainda, com a morte do agricultor paranaense Lírio Persch, na tarde do mesmo dia, em Gravataí. Os três policiais paranaenses admitiram confronto com o militar e foram autorizados pela Justiça a retornar a Curitiba, onde seguem presos, aguardando a definição do dia para voltar ao Rio Grande do Sul.
Os quatro homens que sequestraram dois paranaenses e mantiveram a dupla em um cativeiro de Gravataí foram responsabilizados pela morte de uma das vítimas mesmo sem indicativos de que um deles tenha atirado no refém. O quarteto foi indiciado por extorsão mediante sequestro com morte. Grillo explicou que o fato de os criminosos colocarem os reféns em situação de risco é suficiente para a responsabilização.
O delegado regional Leonel Carivalli admitiu ter atirado em direção ao carro em que os reféns eram retirados da casa. Testemunhas relataram que só uma pessoa disparou. O policial presta depoimento nesta semana.