Na entrada do Foro, ele foi hostilizado por manifestantes, que o aguardavam em frente ao prédio. Aproximadamente 60 pessoas, entre comerciantes, amigos da família do garoto e professores e alunos do colégio Ipiranga, onde Bernardo estudava, fizeram um protesto com cartazes pedindo justiça. Alguns manifestantes agrediram verbalmente ao médico, enquanto outros gritavam o nome de Bernardo.
A audiência foi convocada para tratar do processo civil, movido pela avó do garoto, Jussara Uglione. Segundo o advogado de Jussara, Marlon Taborda, a ação busca ressarcimento por bens, que o médico supostamente teria se apropriado. O processo começou a tramitar após a morte da mãe de Bernardo, que, segundo a Polícia Civil, cometeu suicídio há cerca de quatro anos. Após a audiência, o médico foi conduzido para a Pasc.
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril, enterrado em uma cova, aberta em um matagal, situado na área rural de Frederico Westphalen, próximo à residência da mãe de uma das acusadas do crime, Edelvânia Wirganovicz. O local fica a 80 quilômetros de distância de Três Passos, onde o garoto residia com a família.
O menino desapareceu em 4 de abril. Um dia depois do sumiço do menino, o médico ligou para uma rádio e fez um apelo para quem pudesse fornecer pistas sobre o paradeiro da criança. Na noite de 14 de abril, após a confissão de Edelvânia, policiais da cidade localizaram a cova do garoto. Ele foi assassinado com um anestésico e teve ácido derramado em seu corpo.
Além do médico e de Edelvânia, o irmão desta, a madrasta do garoto Graciele Ugulini, e o irmão presos, acusados por homicídio doloso e ocultação de cadáver.