Polícia

Leandro Boldrini deverá ser submetido a detector de mentiras

Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas

Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas
Pai do menino Bernardo está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas Foto : Tarsila Pereira / CP Memória
O médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, deverá depor com o uso de um detector de mentiras, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). O juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, autorizou a utilização do equipamento, mas ainda não há uma data para o cirurgião ser ouvido. O depoimento deve ser concedido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde Boldrini está preso, suspeito de ser o mentor da morte do filho. 

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O médico Leandro Boldrini, a madrasta do garoto Graciele Ugulini, e a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, estão presos por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, foi denunciado apenas por ocultação de cadáver.

O desaparecimento

O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A acusação

O juiz criminal da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini. Responderão a processo criminal como réus o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistênte social, Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.

O Ministério Público denunciou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, Leandro seria o mentor da morte do filho. Já Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi denunciado por ocultação de cadáver.


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