A lei eleitoral que proíbe desde a terça-feira passada a prisão de eleitores, exceto em casos de flagrantes, afetou o trabalho investigativo da 6ª DP de Porto Alegre para localizar e captura o trio de assaltantes envolvido no assassinato de um policial militar dentro de um ônibus da linha Itapuã na quinta-feira passada em Porto Alegre.
De acordo com a delegada Áurea Regina Hoeppel, a proibição se estenderá até a próxima quarta-feira, três dias depois das eleições. “Prejudicou muito nosso trabalho”, admitiu sem revelar o motivo. Com prisões preventivas decretadas, os três suspeitos não poderão ser presos mesmos que sejam encontrados pelos agentes.
A delegada Áurea Regina Hoeppel disse que as investigações prosseguem mesmo assim em busca do paradeiro do trio. Um quarto criminoso já está preso. A titular da 6ª DP revelou ainda que já ouviu mais de dez testemunhas do crime e pretende concluir o inquérito na próxima semana.
Áurea permanece aguardando os laudos periciais do Departamento de Criminalística. Além dos flagrantes, as exceções previstas na lei eleitoral são para a desobediência a regras de salvo-conduto e condenação em crime inafiançável, como racismo ou tortura.
Lei eleitoral afeta investigação de suspeitos da morte de PM
Com prisões preventivas decretadas, assaltantes não poderão ser presos