Polícia

Lei eleitoral afeta investigação de suspeitos da morte de PM

Com prisões preventivas decretadas, assaltantes não poderão ser presos

Lei eleitoral afeta investigação de suspeitos da morte de PM
Lei eleitoral afeta investigação de suspeitos da morte de PM Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
A lei eleitoral que proíbe desde a terça-feira passada a prisão de eleitores, exceto em casos de flagrantes, afetou o trabalho investigativo da 6ª DP de Porto Alegre para localizar e captura o trio de assaltantes envolvido no assassinato de um policial militar dentro de um ônibus da linha Itapuã na quinta-feira passada em Porto Alegre.

De acordo com a delegada Áurea Regina Hoeppel, a proibição se estenderá até a próxima quarta-feira, três dias depois das eleições. “Prejudicou muito nosso trabalho”, admitiu sem revelar o motivo. Com prisões preventivas decretadas, os três suspeitos não poderão ser presos mesmos que sejam encontrados pelos agentes.

A delegada Áurea Regina Hoeppel disse que as investigações prosseguem mesmo assim em busca do paradeiro do trio. Um quarto criminoso já está preso. A titular da 6ª DP revelou ainda que já ouviu mais de dez testemunhas do crime e pretende concluir o inquérito na próxima semana.

Áurea permanece aguardando os laudos periciais do Departamento de Criminalística. Além dos flagrantes, as exceções previstas na lei eleitoral são para a desobediência a regras de salvo-conduto e condenação em crime inafiançável, como racismo ou tortura.