O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), anunciou que os sete condenados apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) que cumprem pena no Estado serão transferidos nesta quarta-feira, 12 para presídios federais. "Essa é mais uma etapa do trabalho que estamos fazendo para enfraquecer as facções, cortar suas conexões e devolver tranquilidade à população fluminense. A segurança pública não é um problema local, é um desafio nacional que exige cooperação, inteligência e coragem", escreveu Castro em uma postagem no X.
Segundo Castro, a liberação de vagas no Sistema Penitenciário Federal só foi possível após ele procurar o Ministério da Justiça. Após embates com o governo federal sobre medidas de combate ao crime organizado e queixas do governador sobre a falta e apoio da União na ofensiva contra as facções, Castro busca reafirmar a posição de defesa das ações do governo do Rio na segurança pública e de protagonismo nas medidas contra o crime desde a Operação Contenção. "O Rio de Janeiro segue fazendo sua parte, sem recuar", escreveu.
Castro se reuniu com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, na quarta-feira, 29, e anunciaram uma parceria entre o governo federal e o Rio de Janeiro para combater o crime organizado. O ministério tem afirmado dar suporte contínuo às polícias fluminenses.
A transferência foi autorizada pelo juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP), Rafael Estrela Nóbrega. As lideranças da facção já haviam sido condenados por tráfico de drogas e presas antes da Operação Contenção, que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. A medida atende à solicitação do governo fluminense. Todos os citados, exceto Riam Mota, já estavam presos antes da Operação Contenção. Não foi divulgado para qual unidade prisional eles irão.
- CPI do Crime Organizado recebe diretor-geral da Polícia Federal como primeiro convidado
- MPF alerta para “grave violação de direitos humanos” em operação policial no RJ
Quem são as lideranças do CV que serão transferidas?
- Arnaldo da Silva Dias ("Naldinho"), condenado a 81 anos, quatro meses e 20 dias de prisão;
- Carlos Vinicius Lírio da Silva ("Cabeça do Sabão"), condenado a 60 anos, quatro meses e quatro dias de prisão;
- Eliezer Miranda Joaquim ("Criam"), condenado a 100 anos, dez meses e 20 dias de prisão;
- Fabrício de Melo Jesus ("Bicinho"), condenado a 65 anos, oito meses e 26 dias de prisão;
- Marco Antônio Pereira Firmino da Silva ("My Thor"), condenado a 35 anos, cinco meses e 26 dias de prisão;
- Alexander de Jesus Carlos ("Choque"), condenado a 34 anos e seis meses de prisão;
- Roberto de Souza Brito ("Irmão Metralha"), condenado a 50 anos dois meses e 20 dias de prisão.