Polícia

Localização de carro com traficante não altera convicção do Deic no caso Eliseu

Acusado de integrar quadrilha de extermínio foi flagrado com Palio arrendado pela empresa de vigilância Reação

A localização, nesta semana, em Canoas, de um carro arrendado pela empresa de vigilância Reação, na residência de um homem acusado de integrar uma quadrilha de extermínio, vinculada ao tráfico de drogas, não altera a convicção do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) sobre o Caso Eliseu Santos.

Para o diretor do órgão, delegado Ranolfo Vieira Junior, a suspeita de relações próximas da Reação com a organização criminosa especializada em execuções, reforça a tese da Polícia Civil sobre o crime, que contrariou a versão do Ministério Público Estadual (MP). "Se realmente eles tem ligação com uma quadrilha de extermínio, porque iriam contratar ladrões de carro inexperientes em Sapucaia do Sul?", declarou o delegado, em um claro tom de crítica a investigação do MP.

Os quatro promotores responsáveis pela reviravolta no caso apontaram que a Reação contratou os assaltantes para assassinar o então secretário de Saúde da Capital, com objetivos de vingança e queima de arquivo. O diretor do Deic descartou que o novo fato - que vincularia a Reação ao mundo do crime - possa provocar a reabertura do inquérito: "Esta investigação está encerrada até que surjam fatos novos". Já a Brigada Militar, responsável pela localização do veículo, pretende repassar as informações ao MP.