A mãe do segurança Moisés Renato de Oliveira Silveira, baleado em um tiroteio no Centro da Capital nesta madrugada, confirmou a morte cerebral do filho. Outras quatro pessoas ficaram feridas após um homem disparar seis vezes depois de sair de uma boate. Todos foram levados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS).
"Isso aqui não é uma guerra. Não há motivos para ficar atirando. Meu filho era como se fosse da família para os próprios proprietários da casa em que trabalhava há anos”, desabafou Rejane de Oliveira, mãe do segurança. O estabelecimento é um dos quatro que operam na rua Marechal Floriano, entre as vias Riachuelo e Salgado Filho.
Segundo a Brigada Militar (BM), por volta das 2h20min de hoje, um homem de 19 anos descarregou a arma com numeração raspada que portava. O suspeiro teria antecedentes por furto, roubo, lesão corporal e porte de arma. Ele foi preso e alegou ter reagido porque alguém teria importunado sua namorada. Para a polícia, houve um acerto de contas.
BM pedirá interdição do local, mais uma vez
Os quatro estabelecimentos que funcionavam na quadra entre a Riachuelo e a Salgado Filho foram fechados pela BM. Na próxima segunda-feira, será solicitada mais uma vez a interdição dos locais ao Ministério Público do Estado e à Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic).
Segurança da mesma boate foi assassinado há dois anos
Em abril de 2008, um segurança da mesma boate foi assassinado na praça Conde de Porto Alegre, próximo do local. Anderson da Silva, 24 anos foi abordado por um homem armado e levou três tiros, no tórax e no rosto.
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