Inicialmente, Sônia afirmou que "não guarda ressentimentos no coração", mas, ao fim do interrogatório, quando questionada sobre a possibilidade de perdoar Bruno, que será julgado em março de 2013 pelo assassinato da filha, ela foi categórica ao salientar que "não perdoaria" o goleiro.
Sônia revelou também que Bruno e sua família nunca deram auxílio para a criança que o goleiro teve com Eliza e que hoje se encontra sob a guarda da avó. A recusa em reconhecer a paternidade da criança – que só ocorreu em agosto passado, por decisão da Justiça – foi o que teria levado Bruno, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais, a matar Eliza.
Em seu depoimento, Sônia revelou também que Eliza já havia saído de casa e ficado sem manter contato com a mãe, mas estava "sempre presente nas redes sociais", o que era noticiado por amigas da filha. "Ela queria ter filho e mataria e morreria por ele", salientou Sônia, observando ainda que a filha "jamais o deixaria para trás". E contou também que não sabia como Eliza se sustentava, pois ela dizia apenas que "trabalhava com eventos".