Sheila Rodrigues, 17 anos, mãe de um dos 11 bebês recém-nascidos supostamente intoxicados pela técnica em enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, 25 anos, no Hospital Universitário da Ulbra, afirmou nesta segunda-feira que funcionária era carinhosa com sua filha. Vanessa trabalhava no hospital desde o dia 18 de junho de 2008.
A jovem contou que, no dia 8 de novembro à tarde, estava na maternidade quando Vanessa pediu para levar a menina para passear. Sheila disse que não viu problema, porém, naquela mesma noite, ficou em pânico ao ver a filha respirando no oxigênio na UTI Neonatal. “Ela era super carinhosa, cuidou de mim e do bebê. Depois que deixei minha filha passear com ela, só vi a menina entubada.”
Na manhã desta segunda-feira, pais e familiares dos 11 bebês estiveram no hospital. A revolta aos poucos dava lugar à tranquilidade por saber que as crianças estão bem e devem ser liberadas ainda hoje.
Maria Rosieti de Oliveira Uchôa, 24 anos, é mãe pela segunda vez e esposa de um militar. Ela deixou Cruzeiro do Sul, cidade no oeste do Acre, há 10 meses. Na segunda-feira da semana passada, a filha nasceu, às 16h40min. Por volta das 22h do mesmo dia, a menina foi levada pela técnica em enfermagem.
Na terça-feira, a criança foi localizada pela mãe na UTI Neonatal com princípio de parada cardiorrespiratória. “Ela levou a criança à tarde, horas depois do parto, e só fui ver ela um dia depois, já na UTI. Estou traumatizada, acho que vou voltar para o Acre”, relata Maria Uchôa.
Mãe de um dos bebês intoxicados diz que técnica em enfermagem era carinhosa
Vanessa Pedroso Cordeiro, 25 anos, foi indiciada por tentativa de homicídio de 11 bebês