Polícia

Mãe de vítima de abuso sexual em SC diz confiar na Justiça

Diretor da Polícia Civil foi exonerado

A mãe da adolescente de 13 anos que afirma ter sido estuprada por outros dois menores, de 14 anos, concedeu ontem a Paulo Henrique Amorim, do "Domingo Espetacular", da TV Record, entrevista exclusiva. O caso ganhou repercussão em Santa Catarina e no país, já que os acusados são filhos de um delegado de Polícia e de um diretor de um grupo de comunicação que atua no Sul do Brasil.
 
Ao relatar a situação de sofrimento que a filha tem enfrentado desde o episódio, ocorrido em 14 de maio, a mãe, que por questões legais não pode ser identificada, disse confiar na Justiça. Ela acredita que as provas contra os menores são contundentes. A mãe relatou que não está sendo fácil acompanhar o sofrimento da adolescente. Para ela, além do apoio terapêutico, o carinho dos amigos e a solidariedade das pessoas têm sido fundamentais para a recuperação dela. A mãe disse que tem se dedicado para que a menina seja uma pessoa bem encaminhada na vida daqui para frente. "O que mais quero na vida, como mãe, é que ela seja muito feliz", afirmou, emocionada.

O diretor da Polícia Civil de Santa Catarina, Nivaldo Rodrigues, foi exonerado nessa sexta. O delegado havia pedido afastamento há alguns dias, após ter sido criticado pela declaração dada recentemente sobre o resultado dos laudos de conjunção carnal. O que desgastou Rodrigues foi a declaração a respeito do caso, após o laudo ter sido concluído. "Não posso dizer se houve estupro", comentou. "Houve a conjunção carnal, houve o ato, mas se foi consentido ou não, se foi na marra ou não, eu não posso fazer esse comentário porque não estava presente."

O abuso foi denunciado pela Record de Santa Catarina. O caso está próximo de completar dois meses e hoje expira o prazo de cinco dias para que o Ministério Público se manifeste sobre o assunto. No entanto, salientou o advogado da menina, Francisco Ferreira, em casos como este, de tamanha repercussão, existiria uma certa flexibilidade. Os laudos periciais indicam que a menina pode ter sofrido violência sexual. Os adolescentes continuam soltos.