Acusada de maltratar o filho, Renata Lopes da Silva, de 24 anos, está presa, desde a madrugada, na cela de triagem da Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre. Ela deve ser encaminhada para dividir a mesma cela em que a técnica de enfermagem Vanessa Pedroso, de 25 anos, suspeita de sedar 11 bebês em Canoas, cumpre prisão preventiva há duas semanas. Renata foi presa depois de ser presa em flagrante. Ajudada por uma vizinha, ela levou o filho de dois meses com parada respiratória ao Hospital Santo Antônio, do Complexo Santa Casa. A médica que o atendeu observou sinais de maus tratos e chamou a Brigada Militar.
Renata e o companheiro, Leandro Amorin, devem perder a guarda de quatro filhos. O bebê está internado na UTI, em estado grave. Ele tem outros três irmãos, um menino de um ano, uma menina de quatro anos e um garoto de seis anos de idade. A guarda deve ser entregue à avó materna, que já cuidava das três crianças maiores.
Depois de reanimado no Hospital Santo Antonio, a equipe médica averiguou que o bebê estava há dias sem urinar, desnutrido, e com a carteira de vacinação desatualizada. O pênis estava necrosando e ele apresentava diarréia crônica.
O casal vive na invasão do bairro Navegantes, e trabalha com reciclagem. Neste domingo pela manhã, o Conselho Tutelar esteve no local, quando o filho mais velho de Renata e Leandro contou que era espancado pela mãe, a maioria das vezes na cabeça. Mas não foram constatados maus-tratos evidentes nas crianças, que apenas dormiam na casa dos pais.
Conforme o conselheiro Rivelino Portes Ribeiro, o pai deve ser responsabilizado por omissão, já que sabia da negligência mas não tomou providências para resolver o problema.
Mãe presa por maus tratos a bebê vai dividir cela com técnica de enfermagem de Canoas
Menino permanece em estado grave na UTI do Hospital Santo Antônio<br />