Polícia

Médico é suspeito de torturar enfermeira em Porto Alegre

Clínico geral teria mantido mulher trancada por 17 dias

A Polícia Civil prendeu nessa quinta-feira um médico suspeito de cárcere privado e tentativa de homicídio no bairro Glória, em Porto Alegre. De acordo com a titular da Delegacia da Mulher da Capital, delegada Nadine Anflor, uma enfermeira teria sido mantida trancada por 17 dia, sofrendo torturas. A mulher teria um relacionamento com o clínico geral.

Conforme a polícia, o médico utilizava chicotes, cortadores de unha e agulhas para ferir a enfermeira. Baseado no  conhecimento da medicina, ele tratava das feridas da mulher para retornar às sessões de tortura. Em uma delas, a mulher teria ficado três dias sem conseguir caminhar. Ao procurar a polícia, a vítima se locomovia com dificuldades, segundo relatou a delegada.

A suspeita da polícia é de que o motivo das agressões seja o uso de entorpecentes. Segundo a delegada Nadine, o médico não admitiu ser viciado, mas a família contou que ele usaria crack. A enfermeira, que foi encaminhada à Santa Casa de Porto Alegre, não consumia drogas, conforme a polícia.

No banco de dados dos médicos ativos que se encontra no portal do Conselho Regional de Medicina, o clinico geral consta como apto para exercer a profissão. Ele teria trabalhado até 2005 em uma clínica que pertencia ao pai. Nesse ano, conforme os familiares informaram à delegada, o médico teria falido o empreendimento por causa do consumo de drogas. A partir daí, ele teria começado a oferecer os serviços médicos via internet.


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